Suécia 2016: Sorry not Sorry

abril 13th, 2016 | by Nanda
Suécia 2016: Sorry not Sorry
Análises 2016
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Para quem não sabe, as análises do ESC12points são sorteadas. Não tem essa de eu quero isso, eu quero aquilo (até porque quem ia querer San Marino, né?). Mas enfim… Devo confessar meu alívio e ter sido sorteada para analisar a Suécia, porque todos os meus amigos do site iriam massacrar o pobre Frans. Eu não…

Awwww. Frans fofo não merece esse ódio…

Suécia 2016

Abrindo os trabalhos

Canção: If I Were Sorry
Idioma: Inglês
Artista: Frans
Compositores: Frans Jeppsson Wall, Fredrik Andersson, Michael Saxell e Oscar Fogelström
Como chegou ao ESC 2016? Se você não sabe como a Suécia escolhe seu candidato… Vendeu o tradicionalíssimo Melodifestivalen
Quando veremos? Como dono da casa, Frans tem acesso direto à final. Para evitar acusações de favorecimento (risos. #MakeSwedenStop), sorteou a posição em que cantará: 9ª.

Caravana de onde?

O único país que, assim como a Rússia, pode levar a droga que for que vai pintar como grande favorito. Porque se é da Suécia, é conceitual, é moderno. Mas se o Christer Björkman continuar querendo transformar o Eurovision no quintal da casa dele, logo logo vão pegar birrinha. #MakeChristerBjörkmanStop

Os  suecos estrearam logo no terceiro Eurovision, em 1958, com Alice Babs, mas a primeira vitória veio apenas quase 20 anos depois. E que vitória… Foi com um grupinho chamado Abba, que levou uma musiquinha chamada  Waterloo, sabem?

Daí pra frente vieram mais 5 vitórias: 1984 (Herreys – Diggi-Loo Diggi-Ley), 1991 (Carola – Fångad av en stormvind), 1999 (Carlote Nilsson – hoje Perrelli – Take Me To Your Heaven), 2012 (Loreen – Euphoria) e 2015 (Måns Zelmerlöw – Heroes). Os seis troféus fazem dos suecos o segundo país com mais vitórias no Eurovision, atrás apenas da Irlanda (com 7).

Ah, a Suécia é único país a ter sediado o Eurovision em 5 décadas diferentes. =)

Quem é você mesmo?

Frans nasceu em 19 de dezembro de 1998 (sim. Você tem o total direito de se sentir velho…), em Skåne, no sul da Suécia. A região foi dada de “presente” para o jovem príncipe Oscar, filho da Princesa Regente Victoria e do Príncipe Daniel.  Nascido há menos de três meses, ele recebeu o título de Duque de Skåne. (/cultura inútil).

Mas voltando… Frans Jeppson Wall ficou famoso durante a Copa do Mundo de 2006, quando ele lançou uma música em homenagem ao ídolo sueco Zlatan Ibrahimovic; Who’s Da Man foi sucesso imediato e o passaporte para o estrelato para o menino de apenas 7 anos (e voz de pata choca)

Dez anos depois do lançamento, Frans decidiu retornar ao cenário musical no Melodifestivalen. E, como deu pra perceber, deu certo!

VÍDEOS

Videoclipe oficial
Vídeo Curioso: Who’s Da Man, Zlatan

Frans representa a Suécia no Eurovision 2016

E então…

Vamos ser diretos aqui? If Were Sorry não inventa roda nenhuma. Não tem a mística de Euphoria ou a capacidade de uma performance espetacular de Heroes, mas quem disse que esse é o objetivo de todas as músicas. Se as últimas vencedoras suecas tinham como grandes pontos positivos a capacidade de surpreender, a proposta do Frans vai pelo lado completamente oposto (e nem por isso pior): é uma música fácil de escutar, que poderia estar tocando em qualquer rádio do mundo e faria todo mundo cantar junto o “if I were sorryyyyyyyyyy”.

Isso quer dizer que o Frans vai vencer? Não. Se eu tivesse que apostar, diria que, com MUITA sorte, pega um top 10.

Isso quer dizer que a música é ruim? Não, contrariando os órfãos de alguns perdedores do Melodifestivalen.

Tenho a sensação que essa será aquela música que temos todo ano: virá desprezada pelos eurofãs (porque se tem um bicho recalcado no mundo, esse bicho é eurofã) e pouco a pouco vai conquistando todo mundo.

É, talvez If I Were Sorry e Frans não sejam a dupla para fazer a dobradinha da Suécia (dica: essa era Humans, do Oscar Zia), mas é uma música querida que afasta o Eurovision das plumas e purpurinas e o traz para as rádios. Tem seus méritos por isso (e pela segunda vez consecutiva fazer os suecos armarem um puta palco que não vai ser aproveitado pelo seu próprio representante).

Christer Björkman, on the right, is not amused

12 points… É uma música “fácil” de escutar, sem complexidades.

Nullpoints… Cantando em 9º, dificilmente será lembrada depois de mais quase duas dezenas de performances.

NOTA
8,5

Ranking ESC12points: 29º lugar
Nota ESC12points: 6 (maior nota: Gui, 9; menor nota: Dave, 4)

Eurofã desde 2003. Até hoje só torceu contra a sua Espanha do coração duas vezes. Ficou emocionada quando Ruth Lorenzo e Francesca Michielin foram escolhidas para ir ao festival. Odeia quando os países apostam por enlatados para o Eurovision.

Comments

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3 Comments

  1. JEFFERSON LAMAS MACARONEL says:

    Muito boa a analise, nao gostei muito da escolha, mas ele merece, porém notei algumas semelhanças entre If I were sorry e Catch & Release do cantor Matt Simons, que fez sucesso na Alemanha em 2015, mas nao é nada de plágio, a final, a do Matt é eletronica. Análise excelente, e concordo que arrebentar um cantor na análise por que foi para o ESC nao e muito decente kkkkk, mesmo eu preferindo que o Oscar Zia ou a Ace fossem para o ESC.

  2. Duda Saturno says:

    Quando vocês falam dos órfãos de alguns perdedores do MelFest, me lembrei de um comentário no ESCPortugal, no qual falam que o Eurovision tá ficando chato porque os países estão utilizando demais os “enlatados suecos” (acrescentaria “sueco-americanos”). O mais engraçado é que A PRÓPRIA SUÉCIA não consumiu seu enlatado esse ano… Parece estranho né???

    Eu acho que a Suécia tem tido mais sorte que juízo. O MelFest já deixou de ser interessante há uns anos pois sempre vem umas repetições de estilos que não me agradam (Tô com uma saudade de um schlager bem pegado…). A seletiva deles tá mais como uma linguiça cheia de gordura e pouca criatividade, mas no meio tanta cacáca sempre brota alguma coisa boa (terreno bem adubado, podemos dizer).

    Por fim, eu ainda acho que o Bjorkman faz dessas quando é sede justamente pra não fazer a dobradinha… Pra não ficar muito explícito, né???

  3. Matheus Gomes says:

    Ainda tenho a carteirinha do #TeamViktoria, mas sem chororô eterno…

    Acho o Frans pouco acessível (não muito carismático, talvez), mas é bonito e uma parcela do público só presta atenção nisso.

    Musicalmente, não é o melhor, mas também não o pior. Gosto da voz e paro por aqui!

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