Itália 2016: Muitos graus de amor

abril 20th, 2016 | by Nanda
Itália 2016: Muitos graus de amor
Análises 2016
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Ai Ai Ai Aiiiii… Tá chegando a hora, o Eurovision já vem meu bem, e as análises tem que ir embora…. Mas não antes de eu falar da Itália e da Francesca Michielin.

Sim, essa foi a minha reação quando eu fui sorteada para falar de Nessun Grado Di Separazione, ou melhor, No Degree Of Separation. Acontece que eu sou fã pra c* da Francesca. Mesmo. Mas não vou dar mais spoilers além deste. E antes de começar a minha última análise do ano (*snif snif*), vou deixar a própria Franci expressar meu sentimento…
Sim. Foi f*. <3

Itália 2016

Abrindo os trabalhos

Canção: No Degree Of Separation
Idioma: Italiano e Inglês
Artista: Francesca Michielin
Compositores: Fabio Gargiulo, Federica Abbate, Cheope, Francesca Michielin e Norma Jean Martine
Como chegou ao ESC 2016? O Stadio, grupo que venceu o Festival de Sanremo, declinou do convite da Rai para ir ao Eurovision. Francesca Michielin, surpresa da competição e vice-campeã, foi convidada logo em seguida pela emissora.
Quando veremos? Como a Itália faz parte do Big 5, a vaga na final está garantida.

Caravana de onde?

Com o Eurovision “inspirado” no Festiva de Sanremo, a Itália é um dos países fundadores da competição europeia, em 1956, com Franca Raimondi e Tonina Torrielli.

De lá para cá, foram duas vitórias (1964, com Gigliola Cinquetti; e 1990, com Toto Cotugno) e alguns dos nomes mais importantes da história da música local pisando em palcos eurovisivos: Sergio Endrigo, Massimo Ranieri, Gianni Morandi, Al Bano, Mia Martini, Franco Battiato e Peppino Di Capri, sem falar no mítico Domenico Modugno, que foi ao Eurovision três vezes: 1958 (Nel Blu, Dipinto di Blu – vulgo Volaaaaaaare), 1959 (Piove – Ciao, Ciao Bambina) e 1966 (Dio, Como Ti Amo, único null points da Itália).

Nos tempos mais recentes, depois de 12 anos de ausência, a Itália retornou ao Eurovision em 2011 e de cara já conseguiu o vice-campeonato com Raphael Gualazzi. Em 2015, mais um pódio, dessa vez com o Il Volo. O resultado, aliás, foi cheio de polêmica, já que Grande Amore foi a vencedora disparada para o televoto, mas apenas 6ª para o júri. Foi a primeira vez desde que o voto misto foi inserido que o favorito do público não venceu.

Quem é você mesmo?

Nascida em 1995, Francesca Michielin chegou ao estrelato não muito tempo depois, quando aos 16 anos a menina tímida venceu a quinta edição do X Factor italiano. Seu primeiro single, Distratto, escrito por Elisa, foi duplo disco de platina. Algum tempo depois, ela participou da trilha sonora de O Espetacular Homem Aranha 2, com Amazing.

Os dois duetos com o rapper Fedez (Cigno Nero e Magnifico) e o mega hit L’Amore Esista levaram a ser uma das favoritas do público jovem italiano.

Além de cantar, Francesca é multi-instrumentista. Em sua turnê, Nice To Meet You, ela é a única pessoa no palco, tocando cinco instrumentos diferentes: teclados, violão, baixo, Percussão e Tc-Helicon.

Francesca Michielin representa a Itália no Eurovision 2016 com No Degree Of Separation

Vídeos

Videoclipe oficial (em italiano)
Vídeo Curioso: Higher Ground, no X Factor Itália

E então…

Acooooooooorda minina

Há pouco mais de 11 meses, o LatinPop Brasil, entrevistou a Francesca Michielin. Naquela época, ela expressou o desejo de ir ao Festival de Sanremo, mas “só o farei quando me sentir pronta e tiver uma canção importante e interessante para propor”. Com todos os singles que ela apresentou dali pra frente, eu passei a bater na tecla: a Francesca tem que ser a próxima representante da Itália no Eurovision.

Fast forward nove meses e em fevereiro de 2016… BANG!

Mas vamos falar de No Degree Of Separation / Nessun Grado Di SeparazioneSei que minhas análises são sempre ácidas, mas já ficou claro que este não é o caso. A proposta italiana para 2016 é um grande mexidão de um arranjo moderno com uma letra poética; é a sempre presente “música Colgate” (Vamos dar as mãos e fazer o mundo melhor) sem ser clichê. É um dos poucos casos em que a mistura de idiomas é fluida, ajudada pelo bom inglês da intérprete (vamos admitir: quase nunca isso dá certo porque tem cantor que não sabe nem o the book is on the table).

Se em 2015 a Itália apostou exatamente naquilo que se espera da Itália, em 2016 a aposta corre para o lado contrário e foge do clichê do país. Sim, é verdade, a última vez que eles fizeram isso, com a Emma em 2014, o resultado foi desastroso, mas a escrita não deve se repetir.

A receita para isso? Performance, performance, performance. Sem dar dicas do que fará, a Francesca vem batendo sempre na tecla de que ela está investindo e trabalhando em um staging “especial”. De Raphael Gualazzi ao Il Volo, o trabalho de palco e a inovação cenográfica nunca foram o forte da Itália. A escrita precisa mudar esse ano. Pelo bem do resultado. A música e a artista merecem.

12 points… A música. A artista. A poesia.

Nullpoints… Para conseguir um bom resultado, a Francesca precisa de uma performance. E desde o retorno ao Eurovision, o forte da Itália não é a performance…

NOTA
9,5

Ranking ESC12points: 4º lugar
Nota ESC12points: 8,5 (maior nota: Nanda e Neto, 9,5; menor nota: Matheus, 7)

Eurofã desde 2003. Até hoje só torceu contra a sua Espanha do coração duas vezes. Ficou emocionada quando Ruth Lorenzo e Francesca Michielin foram escolhidas para ir ao festival. Odeia quando os países apostam por enlatados para o Eurovision.

Comments

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4 Comments

  1. JEFFERSON LAMAS MACARONEL says:

    Bem, adorei a análise, mas agora que vi esse 4 no ESC 12 POINTS

  2. JEFFERSON LAMAS MACARONEL says:

    Continuando oque eu estava falando, deu problema nos comentarios, eu já sei que o Amir será o 1 de voces (Infelizmente – Se essa musica vencer será a pior vencedora da década de 2010, e talvez a pior de sempre), amava Nessun Grado de separazzione somente em italiano, quando ela colocou esse refrao em ingles, essa musica caiu no meu TOP ESC 2016, mas para mim, pode pegar um top 10.

  3. Rafael says:

    Olha, sei que eu vou ser bastante criticado por isso pois é uma opinião muuuito impopular, mas a Itália me faz passar raiva no Eurovision por dois motivos:

    1) No geral, eu acho eles overratedíssimos, bem mais do que a Suécia ou a Rússia (exceção em 2014, quando na minha opinião eles foram underrated, mesmo com a performance ruim da Emma – mas sério, 30 tops 10 em 41 participações?);

    2) A quantidade de pontos que eles tiveram nas finais desde 2011 é inversamente proporcional ao quanto eu gosto da música: eu odeio Grande Amore, que teve 292 pontos (essa música está em 28º lugar no meu top 40 de 2015 – thanks jury), e amo La Mia Città, que terminou em 21º lugar – pior colocação da Itália no festival, além de L’amore è femmina (Out of Love), que ficou apenas em 17º lugar no televoto (thanks jury²)

    Com tudo isso dito, eu acho ok essa música e até que gosto dela, especialmente no primeiro pré-refrão e no refrão (apesar de ele ser muuuito parado na minha opinião) e principalmente por ser uma das poucas músicas esse ano que é completamente em inglês, mas a verdade é que eu geralmente esqueço que ela existe depois que eu ouço, diferente das outras músicas do Big Five desse ano. De qualquer forma, na minha opinião um left side da tabela é praticamente garantido e as probabilidades de um top 10 são grandes, pois a Francesca canta bem ao vivo e desde que a Itália voltou em 2011, eles só não pegaram um top 10 quando a voz ao vivo não foi muito boa.

  4. Matheus Gomes says:

    Só passei a dar valor a essa música depois de um bom tempo.
    É, de fato, uma canção muito bonita… mas será que consegue atingir a audiência em apenas uma tacada?

    Desejo sorte à Itália!

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