Israel 2016: Feitos de estrelas e para brilhar no Eurovision…

abril 10th, 2016 | by Guilherme Luz
Israel 2016: Feitos de estrelas e para brilhar no Eurovision…
Análises 2016
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ISRAEL NO EUROVISION

A história do país no festival teve início em 1973, quando a cantora Ilanit alcançou a quarta colocação ao interpretar a canção Ey Sham. Em 2016, Israel totalizará trinta e nove participações eurovisiovas. Nesse período, o país venceu o festival em três oportunidades, com direito a bicampeonato em 1978 e 1979, além da vitória em 1998, quando Dana International conquistou a Europa com a brilhante Diva.

Recentemente, Israel tem tido grande dificuldade para classificar-se para a grande final. Nos últimos cinco anos, apenas no ano passado o país conseguiu chegar à final. Nem mesmo o retorno de Dana International ao festival em 2011 foi capaz de levar o país à final, tendo ficado apenas na décima quinta colocação na segunda semifinal.

Em 2015, o Golden Boy Nadav Guedj representou o país no festival. O rapaz não só garantiu vaga na final, como alcançou o nono lugar na competição, feito que Israel não conseguia desde 2008.

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ISRAEL EM 2016

Em 2016, Israel será representado por Hovi Star, com a música Made of Stars. Cantor e música foram selecionados através do programa HaKokhav HaBa L’Eirovizion, uma edição especial para o Eurovision do famoso programa Rising Star, no Brasil conhecido por Superstar.

Foram quinze shows, que iniciaram em dezembro de 2015 e terminaram em março desse ano. A competição manteve o estilo do programa original, contando no júri com Assaf Etedgi, Muki, Keren Peles e Harel Skaat, representante de Israel em 2010. Após um fase de audições, seguida de duelos, fase de grupos e novamente duelos, além de uma segunda chance para os eliminados nos duelos, foram selecionados os quatro finalistas: Ella Daniel, Hovi Star, Nofar Salman e Gil Hadash.

Na final, o vencedor foi escolhido após dois rounds de votação, o último com votação exclusiva do público. No primeiro, os finalistas competiram em duelos cantando um cover, vencidos por Hovi Star e Nofar Salma. No segundo, os vencedores dos duelos e Ella Daniel, salva pelo júri dentre as perdedoras dos duelos, apresentaram-se com as músicas escolhidas para cada um por um comitê. Hovi Star obteve 68% de votos no round final, apenas 1% a mais do que Nofar Salman, que obteve 67% de votos, sagrando-se campeão da competição.

O país será o quarto a se apresentar na segunda semifinal.

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 BIO

Hovi Star é o nome artístico de Hovav Sekulets, nascido em 19 de novembro de 1986 em Kiryat Ata, distrito de Haifa. A música faz parte de sua vida desde a infância e de lá também vem o sonho de representar seu país no Eurovision. Em 2009 participou do programa Kokhav Nolad, versão israelense do programa Ídolos, tendo ficado na sétima colocação. Após o programa, lançou seu primeiro single, Boyfriend, e mudou-se para os Estados Unidos para concentrar-se me sua carreira musical.

Retornou ao país em 2012, quando lançou a música Why Should I Leave. Seu último single foi lançado no final de 2014, um dueto com Alon Sharr, chamado Something That I Want. Atualmente está trabalhando para o lançamento de seu album solo. Além da carreira de cantor, Hovi participou da dublagem das versões israelenses de diversos filmes dos estúdios Disney e Pixar.

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ANÁLISE

Muito embora algumas escolhas equivocadas ou apresentações decepcionantes, é inegável que Israel tem se esforçado para alcançar a grande final e cativar o público eurovisivo. Em 2015, o apelo musical de Golden Boy foi determinante para o retorno do país à final e esse ano uma mudança quase completa na música selecionada pode garantir o feito pelo segundo ano consecutivo.

Certamente, escolher um cantor e simplesmente encaixa-lo em uma música pré-selecionada de outra forma pode significar uma faca de dois gumes. Tanto é que, se estivesse analisando a versão original de Made of Stars, já aproveitaria para decretar que Israel não teria chances de classificação esse ano, mas parece que o jogo virou.

A versão final de Made of Stars é muito superior à apresentada na final nacional. As alterações feitas aproximaram a canção ao gosto musical do público eurovisivo e deixaram a música mais a cara do cantor, ao mesmo tempo que realçou todo a sua capacidade vocal.

Claro que, por mais positivos que tenham sido para a música, para o cantor e para Israel, esses fatores, por si só, não são capazes de garantir uma vaga na final, mas acredito que as chances cresceram bastante e podem ser concretizadas com uma boa apresentação.

12 points: às alterações realizadas na música, aos bons vocais do cantor e sua ótima conexão com a nova da música.

Null points: à fraca repercussão das representantes do país nos últimos anos e à força de boa parte da concorrência.

NOTA: 6,5/10

Ranking ESC12points: 27º lugar
Nota ESC12points: 6,5 (maior nota: Filipe, 8,5; menor nota: Marcos, 3,5)

30 anos, advogado, mora em Brasília-DF. Vê o Eurovision como um dos maiores eventos da TV na atualidade, torce por vitórias justas e pelo crescimento do festival.

Comments

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2 Comments

  1. Matheus Gomes says:

    Essa música tem crescido, hein? Acho que a classificação pode se concretizar, especialmente nesse momento que, aparentemente, o público perdeu o “medo” de votar em Israel, se é que posso colocar dessa forma.

    Tô adorando o Hovi, precisamos de mais artistas como ele!

  2. JEFFERSON LAMAS MACARONEL says:

    Realmente Israel mudou seu estilo eurovisivo da década de 2010, desde o ano passado para melhor. Eu to em duvida se Israel passa, mas a entrada desse ano supera as de 2013 e 2014, mesmo as cantoras sendo favoritas do publico, mas nao convenceram em suas apresentações, principalmente em 2014, já Nadav Guedj impressionou a todos, inclusive a mim. vamos ver o Hovi este ano.

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