Geórgia 2016: #FreeSopho

abril 9th, 2016 | by Dave
Geórgia 2016: #FreeSopho
Análises 2016
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Alô, gente linda!

Mais uma análise do argentino, mais uma música ruim pelo caminho! Prometo que esta é a última pérola a ser analisada por mim.

 

Geórgia de Neve e as sete quatro Sophinhos

Era uma vez um país lindo e calmo (bem, não tanto, mas é conto de fadas, então vamos fingir que sim). Esse país tinha uma matéria-prima muito boa, única no mundo: as Sophos. Tinha tantas Sophos, que começaram a exportá-las para o resto da Europa. Os europeus gostaram do produto e recebiam ele com muito carinho. Os resultados da exportação foram maravilhosos, fazendo o país ficar entre os melhores do continente ano após ano. Todo mundo vivia feliz.

Mas o tempo passou e as Sophos Sophos acabaram. E, junto com elas, terminou o conto de fadas, também. Nada de “felizes para sempre”. O país entrou em desespero total – o que faria a sua matéria-prima estrela? Eles começaram a exportar outros produtos (Shins, Marikos, Ninas), mas os europeus não gostaram. Eles estavam obcecados pelas Sophos, e começaram a protestar para o país produzir de novo. Os protestos foram sempre muito violentos. Há dois anos, jogaram um homem desde um teto em Copenhague, mas graças a Deus ele tinha paraquedas e conseguiu se salvar. No ano passado, tentaram afogar uma mulher com fumaça na Áustria – ainda não sabemos se a moça sobreviveu (provavelmente sim, ela era uma Guerreira). Este ano, de novo, o país não conseguiu produzir nenhuma Sopho para o continente. De que jeito os europeus vão reagir?

 

Curriculum Vitae

Nika Kocharov & Young Georgian Lolitaz não é uma parceria entre dois artistas, não. É uma banda de indie rock formada em Tbilisi, capital da Geórgia, no ano 2000, por Nika Kocharov (dããã), Gia Iashvili, Nick Davitashvili e Dima Oganesian(vili).
Como essa é toda a informação que há disponível da banda na Wikipedia, me vi obrigado a ir no site oficial do Eurovision para escrever mais alguma linha. Oba, já tenho duas linhas a mais. Já posso analisar a música!

georgia2

A banda é tão ruim, que preferiram focar o prédio a eles na foto…

É Midnight Gold, mas não chega a papel alumínio

Video oficial | Apresentação na Final Nacional

Gente, que tarefa difícil foi analisar esta “música”. O único adjetivo que eu posso pensar para ela é “diferentona”. Midnight Gold não é pop, não é rock, não é alternativa, não é indie, não é brit pop, não é eletrônica, mas é um pouco de cada gênero. Mesmo em só três minutos, a música consegue brincar um pouco com cada um desses estilos musicais. Obviamente, a variedade tão grande de gêneros em tão pouco tempo faz que a música seja extremamente confusa.

Ainda pior do que a confusão de sons é que a música não tem estrutura nenhuma. A primeira metade de Midnight Gold é monótona (do jeito das músicas de rock alternativo dos anos 90). Por volta dos dois minutos, chega uma batida eletrônica que não consigo chamar de refrão mas de “repetição de palavras”. E depois, a música volta para a monotonia da primeira metade, para acabar do nada. Ou seja, é um sanduíche de eletrônico com pão de monotonia – parece que compuseram a música monótona, viram que só tinha dois minutos, e resolveram colocar um minuto de eletrônico para completar três.

Assim se chega ao final da música

Midnight Gold não possui um refrão reconhecível, nem sequer um “momentum” (esse trecho de canção que gruda na cabeça e que depois é repetido no recap para você lembrar). A música possui, sim, muita inspiração no indie-rock britânico. E já sabemos todos que, no mundo eurovisivo, qualquer coisa que possa ser chamada de “britânica” é meio caminho para um flop.

Sendo a Geórgia, e sem Sopho, creio que é o caminho inteiro, mesmo.

 

Heroes: sempre é necessário ter uma música para fazer xixi.
Zeroes: reler a análise.

Draw: ainda não definido, a Geórgia se apresentará na segunda metade da segunda semifinal. E, como Montenegro e Belarús, deverá pegar o primeiro avião de volta para casa.

 

Nota do editor: 2 (e fui bonzinho porque gosto do indie-rock britânico!)
Ranking ESC12points: 40º lugar
Nota ESC12points: 4 (maior nota: Neto, 8,5; menor nota: Filipe, 0,5)

Argentino, tradutor e coxinha-lover. Eurofã desde 2002, já está acostumado à decepção anual por parte da Espanha ou do Reino Unido. Gosta de tirar sarro das transmissões do Iñigo na TVE.

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