Albânia 2016: Um conto de fadas de dura realidade…

abril 17th, 2016 | by Guilherme Luz
Albânia 2016: Um conto de fadas de dura realidade…
Análises 2016
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ALBÂNIA NO EUROVISION

A Albânia estreou no Eurovision em 2004, com a inesquecível The Image of You, interpretada pela carismática Anjeza Shahini, conquistando de cara um Top 10, com a merecida sétima colocação. Nos anos seguintes, o país alternou bons e maus momentos no festival, nem sempre conseguindo classificar-se para a grande final. Em 2012, o país teve o seu melhor momento no Eurovision, quando a impactante Suus conquistou a Europa e deu à Albânia a quinta colocação. A emocionante interpretação da cantora Rona Nishliu certamente marcou o festival daquele ano e sempre será lembrada pelos eurofãs, bem como seu figurino de rainha má, que merecidamente conquistou o prêmio Barbara Dex.

Um fato interessante é que, nas cinco outras ocasiões em que a Albânia esteve na final do Eurovision, as colocações foram ou a décima sexta (2005, 2008 e 2010) ou a décima sétima (2009 e 2015).

Em 2015, após uma polêmica entorno da música vencedora da final nacional, Diell, e sua troca, quando um dos compositores pediu a retirada da música do festival, Elhaida Dani, interpretando a música I’m alive, levou o país de volta à grande final. Vale lembrar que se apenas a votação do público contasse, o país teria ficado em nono lugar no certame.

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ALBÂNIA EM 2016

Em 2016, a Albânia será representada pela cantora Eneda Tarifa, com a música Fairytale, versão em inglês de Përrallë, música vencedora do tradicional Festivali i Këngës.

O 54° Festivali i Këngës teve em seu formato duas semifinais com quinze participantes cada, onde onze performances foram selecionadas para a grande final por um júri formado por sete membros: Pirro Çako, Helidon Haliti, Ilirjan Zhupa, Françesk Radi, Alban Nimani, Jehona Sopi e Olta Boka, representante do país em 2008. Na final, as vinte e duas competidoras apresentaram-se, tendo as dez mais votadas pelo júri sido anunciadas, com a consagração de Eneda Tarifa como a grande vencedora do festival.

O país será o décimo oitavo a se apresentar na segunda semifinal.

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BIO

Eneda Tarifa nasceu no dia 30 de março de 1982 em Tirana, capital da Albânia. Começou a demonstrar o seu interesse pela música aos seis anos de idade, mas foi apenas em 2003, após se dedicar ao estudo da filosofia e da sociologia, que sua carreira musical realmente deslanchou, ano em que Eneda participou pela primeira vez do Festivali i Këngës, com a música Gëndroj, classificando-se para a final. Desde então, foram diversas participações em festivais na Albânia, com destaque para a vitória no festival Top Fest de 2010, com a música Me Veten.

Ao ganhar fama em seu país e também no Kosovo, Eneda passou a dedicar-se à carreira de atriz, apresentadora de TV, diretora e compositora. Em 2011, começou a apresentar o programa Portokalli, um dos mais reconhecidos programas de TV da Albânia. Como compositora, dedicou-se a escrever músicas para crianças, participando de vários júris de jovens talentos. Já como diretora, em parceria com Arjan Culiqi, um dos artistas mais renomados da Albânia, participou da criação da novela cômica Piruet, que resultou em um enorme sucesso.

Em sua vida pessoal, é casada com o compositor Erjon Zaloshnja e em 2013 teve sua primeira filha, chamada Aria.

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ANÁLISE

Analisando as representantes albanesas no Eurovision, percebe-se que nem sempre as escolhas do país estão em sintonia com o festival, talvez por isso a Albânia não costuma figurar entre as grandes apostas da competição. Até mesmo quando consegue uma vaga na grande final, costuma assumir um papel de pouco destaque.

O gosto antiquado do júri, a ausência do televoto e o formato do tradicional Festivali i Këngës, que não permite a performance das músicas em inglês, podem ser listados como alguns dos fatores responsáveis por resultados, em geral, não muito bons. Outro fator pode ser o, nem sempre satisfatório, resultado das adaptações das músicas vencedoras do festival para o inglês.

Segundo boa parte dos eurofãs, esse é o caso de Fairytale, pois a construção da música em inglês não mostra-se eficiente, com frases desconexas e com estranhos significados. Além disso, ao ser comparada com a música original, fica perceptível a perda de boa parte da emoção da composição.

Claro que a boa experiência com câmeras e o sex appeal de Eneda Tarifa podem favorecer a performance e consolidar uma apresentação interessante para o público eurovisivo, mas a tarefa de classificar o país para a grande final não parece que será fácil… Muitos comentam que o conto de fadas pode virar pesadelo!

12 points: ao sex appeal de Eneda e sua familiaridade com as câmeras.

Null points: à repercussão em sua grande maioria negativa dos eurofãs em relação à versão em inglês da música.

NOTA: 6/10

Ranking ESC12points: 31º lugar

Nota ESC12points: 6 (maior nota: Andreas, Fefe, Marcos e Matheus, 7; menor nota: Dave e Filipe, 4)

30 anos, advogado, mora em Brasília-DF. Vê o Eurovision como um dos maiores eventos da TV na atualidade, torce por vitórias justas e pelo crescimento do festival.

Comments

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4 Comments

  1. Rafael says:

    Eu até gostava da versão original, mas o revamp a tornou a pior música do ano na minha opinião, pior até que San Marino ou a Grécia… espero que não vá para a final

  2. Matheus Gomes says:

    Musicalmente gosto, mas o stage albanês costuma ser dos mais decepcionantes… se fizerem bonito, espero que avancem!

  3. JEFFERSON LAMAS MACARONEL says:

    Fiquei triste pela passagem da musica para o inglês, amava tanto essa musica em albanês.

  4. JEFFERSON LAMAS MACARONEL says:

    Aé, Matheus, tenho que te informar que seu post sobre a Jamala não da para comentar, e não consigo comentar ainda no da Lituânia.

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